Opinião

Arquitetura e Economia Criativa

Artigo do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, publicado na edição de 7 de outubro do Jornal O Povo

A economia criativa estabelece conexões entre cultura, criatividade, inovação, tecnologia e sustentabilidade com base na valorização da diversidade cultural, na percepção da sustentabilidade como fator de desenvolvimento local e regional, na inovação como vetor de desenvolvimento da cultura e das expressões de vanguarda, na inclusão produtiva para economia cooperativa e solidária. 

Esse desafio significa reunir a ciência reguladora da produção, distribuição e consumo de bens e serviços com a capacidade de criar algo inexistente ou transformar algo que existe. O capital intelectual (ativos simbólicos) é a matéria-prima da conexão entre economia e criatividade.  

Consoante as Nações Unidas, a economia criativa reúne todas as atividades do setor baseadas no conhecimento e produção de bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos com conteúdo criativo e valor econômico. Tais atividades podem ser relacionadas nos grupos da tradição e inovação. No primeiro, encontra-se o audiovisual, cinema, televisão, fotografia, discografia, rádio, artes visuais e cênicas, concertos e apresentações musicais, setor editorial de livros, impressão, jornais, periódicos, literatura, bibliotecas, museus, galerias, gastronomia, turismo, esportes, artesanato, design, arquitetura. O segundo grupo reúne multimídia, publicidade, software, games, suportes para comunicação (Internet). 

Como a arquitetura se insere na economia criativa? Arquitetura enquanto experiência artística se realiza por meio da resolução estética e funcional da obra, do espaço habitado. Assim, os arquitetos conferem atributos criativos às obras de construção, definidores de que nem toda construção é arquitetura. Isso se dá por meio dos desenhos dos arquitetos, orientadores da construção do edifício, os quais são protegidos por direito autoral.  

John Howkins, no livro Economia Criativa (2013), registra: há 1 milhão de arquitetos no mundo que mobilizam a receita de U$ 45 bilhões; dentre os 30 maiores escritórios no mundo em termos de faturamento, 20 se encontram nos EUA e Japão e a Grã-Bretanha ocupa o terceiro lugar. 

Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae CE