Indústria

Com apoio do Sebrae, indústria do Cariri investe em sustentabilidade e bons produtos

A empresa já foi acompanhada pelo ALI e agora participa do Procompi

Após 15 anos de trabalho, sendo 12 no setor calçadista, Rosana Maria de Oliveira Ribeiro decidiu investir no seu talento empreendedor e começou a se programar para representar empresas de calçados do Sul e Sudeste para a Região do Cariri. Despediu-se, então, da segurança e conforto do emprego de carteira assinada e, mesmo sem ter garantia de que teria sucesso, em dezembro de 1999, deu início à empresa HG Comércio e Representações LTDA.

Com a experiência acumulada como funcionária, evitou cometer erros percebidos no antigo emprego. Assim, em dez anos a empresa consolidou-se no mercado. Foi então que a inquieta Rosana preparou-se para alçar novos voos: iniciou a implantação de uma pequena fábrica de chinelos injetados em PVC reciclado, a Malibu Calçados. Produzindo mercadorias de qualidade e sendo pontual e flexível com seus clientes, com a finalidade de fidelizar o mercado, a nova empresa apostou também na inovação e sustentabilidade, oferecendo produtos feitos com matéria prima reciclada mas extremamente selecionada, o que resulta em produtos leves e macias ao calçar, designer simples e confortáveis.

E não foi preciso muito tempo para a indústria bater a sua meta inicial de produção. Dos 40.000 pares/mês previstos inicialmente pela empresa, em pouco tempo, esta produção cresceu e hoje alcançou a marca de 200.000 pares/mês, ou seja, cinco vezes mais. No período de final de ano, meses mais aquecido do segmento: de agosto a janeiro, esta produção cresce ainda mais, chegando a 240.000 pares/mês.

Para chegar a esse volume de produção, no entanto, Rosana Ribeiro precisou superar dificuldades como a falta de incentivos fiscais, espaços pequenos que não comportavam o aumento da produção, dentre outras dificuldades que nunca chegaram a desanimá-la.

Com um olhar diferenciado sobre o seu corpo funcional, onde cultiva a melhoria das relações e o sentimento de pertencimento dos funcionários, Rosana considera “a empresa é a segunda casa do funcionário, por isso, faço questão de oferecer um ambiente confortável, que proporcione bem estar aos mesmos, e sempre que necessário, os capacito conforme suas carências”.

Seguindo essa filosofia, sempre ligada à gestão de pessoas, a Malibu Calçados capacita todos os colaboradores com treinamentos que aprimorem, cada vez mais, os seus profissionais. Com essa ideia, a empresa investiu na capacitação do seu corpo funcional, promovendo cursos de “Gerenciando a pequena empresa com sucesso”; “Administração de RH e rotinas de pessoal”; “Gestão financeira – intermediário”; “Gestão de estoques” e “Oficina - formação de preço da produção”, além de “Gestão da Inovação”.

E não para por aí, para se reciclar e expandir mercado, a Malibu Calçados participa de eventos como as várias edições da Rodada de negócios Gira Calçados, a missão Sindcalf, o Conexão Inspiramais - Verão 2018; o Salão Internacional do Calçados e do Couro e da Francal, uma das principais feiras de calçados e vestuários do Brasil, nos anos de 2016 e 2017.

De acordo com a articuladora do Sebrae/CE na região do Cariri, Tania Porto, entre os anos de 2017 e 2018 a Malibu Calçados também foi acompanhada pelo Projeto ALI-Agentes Locais de Inovação do Sebrae e, atualmente, está inserida no Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) – Segmento de Calçados Cariri, com acesso a consultorias gerenciais e tecnológicas. “ É uma empresa que está sempre buscando inovar para continuar crescendo e o Sebrae tem sido parceiro neste processo de crescimento e inovação”.

Mais com menos

Uma das máximas da Malibu Calçados é:  “fazer mais com menos”, com a preocupação constante em descartar corretamente suas sobras e buscando reutilizar, ao máximo, os materiais. “Atualmente, consumimos 150 toneladas por mês em PVC reciclado, de fornecedores que comungam do mesmo cuidado ambiental”.  Ela salienta que para cada tonelada reciclada economiza 130 kgs de petróleo. “Portanto, para cada 150 ton/ mês ultimados deixamos de usar 20.000 kgs de petróleo novo”, ressalta.

Com essa preocupação, a indústria evitou poluir o meio ambiente com o equivalente a 12 estádios do Maracanã por ano. “Estamos fazendo nossa parte por um mundo mais sustentável”, reforça Rosana.